Gold no Canadá...

domingo, novembro 18, 2007

Noite de sábado...



Amigos,

Depois de um ano morando aqui e quando começo a acreditar que já conheço um pouco mais da cidade, sempre acontece um novo fato para me lembrar que eu sou lerdo.

Ontem passei o dia na casa de uma amiga fazendo uma maratona de filmes de terror (SAW), porque tenho que ver este tipo de filme de dia por razões óbvias... até aí tudo bem.

Sai da casa dela às 10:30 da noite, e como bom conhecedor da cidade que sou, verifiquei no site da OC transpo, os horários dos onibus que eu teria que tomar para chegar em casa.

Então fui eu, todo tranquilo e inocente pegar meu onibus até um certo local, mais perto do centro da cidade, para depois chegar no centro da cidade e finalmente pegar meu busão para Gatineau. Tudo foi milimetricamente pensado e planejado, ou seja, sairia da casa dela às 10:30, chegaria no outro ponto às 10:45, pegaria o outro onibus às 11:05, chegaria no centro da cidade às 11:35 e pegaria o último onibus para Gatineau às 11:45.

Só que ninguém me disse que na minha primeira conexão, o onibus que eu deveria pegar, passaria nas duas direções (indo para o meu destino e vindo do meu destino), e no mesmo ponto. Sendo assim, e segundo a Lei de Murphy, o ônibus vindo da direção que eu queria ir, passa primeiro (obviamente...), e eu, com sono e frio, simplesmente vejo o bendito número do ônibus e entro. 20 minutos depois, quando eu imaginei que já deveríamos ter chegado, pergunto ao motorista se ainda estávamos longe do centro da cidade. Ele me olha com a cara mais assustada do mundo e só me pergunta: onde vc está querendo chegar? Quando eu respondi que queria chegar no Centro Rideau, ele me olhou e só disse com um sorriso malígno nos lábios: vc está exatamente na direção oposta, estamos chegando em South Keys...

Depois de alguns momentos de reflexão e pânico, porque um taxi de South Keys para minha casa sairia por pelo menos uns 50 dolares, perguntei a ele se ainda haveriam onibus indo na direção que eu queria àquela hora, ele me disse que sim, que ele mesmo faria o trajeto, mas que só seria daqui a meia hora. Ou seja, eu só pegaria o outro busão lá pelas 11:40, quase uma hora até o centro da cidade e meu último onibus para atravessar a fronteira (como o pessoal daqui costuma dizer quando vem para Gatineau), já se foi há muito tempo).

Neste ponto da noite, eu tinha 2 opções: uma era gastar uns 25 dólares e pegar um taxi para chegar em casa e a outra era dormir em frente ao Centro Rideau, provávelmente abraçado com a louca que mora em frente à livraria Chapters e que toda vez que me vê me pergunta: what are you doing here? (o que vc está fazendo aqui?) como se esperasse que eu estivesse em outro lugar. Optei pelo taxi não só pelo fato que não queria dormir na rua, mas porque a temperatura ontem a noite chegou a -8C.

Abraços a todos e que venha o domingo

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